CNC participa de reunião do BRICS em Brasília

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O economista da Confederação Fabio Bentes fez uma apresentação sobre reforma trabalhista e empregabilidade
O economista da Confederação Fabio Bentes fez uma apresentação sobre reforma trabalhista e empregabilidade
Crédito
Edu Andrade/Ascom ME

16/09/2019

 

Brasília sedia, até sexta-feira, 20 de setembro, um encontro do Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – para discutir o presente e o futuro do emprego e do trabalho. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) fez uma apresentação nesta segunda-feira (16/09) sobre o cenário atual, com uma análise do economista Fabio Bentes sobre Reforma Trabalhista e Empregabilidade.

 

O economista destacou os desafios para a elevação da produtividade do trabalho e a recuperação da capacidade de investimento dos agentes indutores de qualificação, além de abordar as reformas estruturais necessárias para o crescimento do País. Segundo Bentes, um dos principais problemas da economia hoje é a empregabilidade.

 

“Acompanhar o mercado de trabalho é vital para CNC. A empregabilidade é um tema bastante atual dada à dificuldade da economia brasileira para devolver ao mercado de trabalho aquelas pessoas que perderam o seu trabalho durante a última recessão. Nesse sentido, de maneira discreta, a reforma trabalhista trouxe efeitos positivos para o setor produtivo, com vagas criadas a partir das novas modalidades de contrato. Do ponto de vista das contas públicas, já há uma tendência em direção ao equilíbrio, mas do ponto de vista de emprego no Brasil, ainda preocupa, especialmente o setor do comércio de bens, serviços e turismo, que emprega muito e depende do emprego para continuar gerando riqueza. Se não tivéssemos uma taxa de desemprego tão alta, sem dúvida o comércio estaria com o volume de vendas muito maior do que o atual”, revelou.

 

O desafio da produtividade

Bentes enfatizou que, apesar da volta do crescimento – que tem sido lento – 1% ao ano, em média, a taxa de desemprego recua mais lentamente, chegando à casa dos 12%. “São aproximadamente quatro milhões de desempregados e isso preocupa ainda mais o empresário do comércio, que certamente acaba faturando menos”, destacou.

Segundo ele, há fortes evidências de que países emergentes, e até mesmo desenvolvidos, terão que enfrentar o aumento por produtividade do trabalho, “para preservar a empregabilidade e não distorcer a distribuição de renda”.

Para o secretário de Trabalho do ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, que coordena o grupo técnico, o objetivo da reunião foi debater quais os impactos sobre o mercado das novas modalidades de trabalho resultantes da evolução tecnológica e as questões das negociações comerciais. “Por isso, é muito importante a visão que a CNC nos trouxe sobre o desempenho do mercado brasileiro, com as diferentes caraterísticas, como vem evoluindo a produtividade e as dificuldades que são impostas à economia do País. São análises importantes para que o governo consiga entender quais são os impactos de negociações internacionais no mercado de trabalho brasileiro e preparar melhor o trabalhador para essa maior exposição internacional e incorporação de tecnologia e novas práticas.”

O representante da Rússia, Igor Zemlyanskiy, elogiou a leitura do cenário brasileiro feita pela CNC, compartilhando experiências para mudanças mais eficientes. “O Brics é muito resolutivo, apesar de os países estarem distantes geograficamente. No entanto, habitam mais da metade da população mundial. Algumas ideias propostas pelos colegas aqui são muito construtivas do meu ponto de vista, mas nós deveríamos também movê-las adiante e observar o que podemos tirar dos debates”, opinou.

Novo encontro

Esse encontro é uma prévia para a XI Cúpula do Brics, de 13 e 14 de novembro. Nessa etapa preparatória são duas fases. A primeira, que ocorreu nesta segunda-feira, envolveu técnicos das nações integrantes do grupo; depois, ministros e vice-ministros dos países se reúnem para fechar uma declaração conjunta sobre o tema.

São quatro os temas de discussão: governança de dados do mercado de trabalho; futuro do trabalho inclusivo; liberalização do mercado e o impacto nos mercados de trabalho do Brics; e promoção de melhores condições de trabalho para um sistema de seguridade social sustentável.

A XI Cúpula do Brics tem como tema o crescimento econômico para um futuro inovador. As prioridades da Presidência pro tempore brasileira são o fortalecimento da cooperação em ciência, tecnologia e inovação, reforço da cooperação em economia digital e na cooperação no combate a crimes transnacionais, além do incentivo à aproximação entre o banco do Brics e o conselho empresarial do grupo.