Fecomércio-BA defende preservação de empresas e pede reabertura das lojas

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A vida das empresas é que garante a geração de renda, o emprego e tributos
A vida das empresas é que garante a geração de renda, o emprego e tributos
Crédito
Fábio Louzada

19/05/2020

O presidente da Fecomércio Bahia, Carlos de Souza Andrade, fez, em live desta segunda-feira (18), firme defesa da reabertura dos estabelecimentos comerciais, de forma responsável, alinhada com as determinações dos órgãos competentes de saúde, do Estado e municípios. “A vida das empresas é que garante a geração de renda, o emprego e tributos para a União, estados e municípios”, declarou.

Em quase 60 dias de fechamento de lojas no Brasil, segundo o Sebrae, mais de 600 mil micro e pequenas empresas encerraram suas atividades, apontou. As vendas on-line cresceram, mas não a ponto de trazer tranquilidade para os empresários. Ele defende a abertura dos shoppings, tomando as precauções necessárias para preservar a vida.

O dirigente revelou que a Fecomércio tem boa relação com o governo do Estado, que criou um comitê de crise para dialogar e enfrentar a crise. O governador liberou para que as próprias prefeituras decidissem o que é melhor para cada cidade. “Estamos em linha direta com o prefeito de Salvador, acompanhando os números e apoiando as determinações municipais”, disse.

“Estamos preocupados com a volta às atividades, principalmente por implicações delicadas, como a questão do desemprego. Não podemos desempregar mais, temos foco nisso. A realidade é dura, mas temos de dar o máximo de nosso esforço, porque sem produzir as empresas não geram receita e não pagam impostos.”

“O consumidor precisa ter confiança para voltar a comprar normalmente. Isso levará tempo. Quando voltarmos, queremos estar estruturados para dar a resposta ao público.”

Linhas de crédito

Federações do comércio, indústria e agricultura da Bahia lançaram nota pública, manifestando preocupação e alertando que o setor bancário privado, que nos últimos anos acumularam lucros exorbitantes, está dando pouca importância à necessidade de ajudar empresários. Ao mesmo tempo, as instituições públicas – Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste, em particular – têm sido um pouco mais ágeis.

Micro, pequenos e médios empresários estão tendo muita dificuldade, enfrentado muitos obstáculos para a liberação de recursos, conforme o dirigente. “Tem que flexibilizar mais e facilitar acesso. Não é a hora de pensar em lucros, mas sim de ajudar os empresários a tomar o fôlego necessário para sobreviver na crise.”

Sesc e Senac

Na live transmitida pelo Instagram da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o presidente da Fecomércio-BA falou sobre a atuação do Sesc, que tem 26 unidades, e do Senac, que possui 18 no Estado. “Prestamos serviços relevantes para os trabalhadores do comércio, os colaboradores e a sociedade.”

O programa Mesa Brasil Sesc, que já tem uma atuação tradicionalmente destacada, segundo Carlos Andrade, ganhou uma projeção ainda maior neste período de crise. Os dados contabilizados até meados do mês de maio indicam que foram arrecadas 140 toneladas de alimentos, um acréscimo de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse volume beneficiou em torno de 150 mil pessoas atendidas por mais de 280 instituições cadastradas em todo o Estado.

Nas plataformas digitais, estão sendo mantidas as aulas de Sesc e Senac. “Um país para ter sucesso precisa investir em educação, e isso nossos braços sociais fazem muito bem”, destacou.

A Fecomércio-BA cedeu as instalações do hotel do Sesc no bairro de Piatã, em Salvador – que estava praticamente vazio – para o governo do Estado, que  vai se responsabilizar pela parte de hotelaria durante o período da pandemia.

O presidente da Fecomércio-BA também falou das iniciativas de treinamento do corpo de colaboradores do Senac, afirmando que “time que não treina, não ganha campeonato. Quando tudo voltar ao normal, precisamos estar com nossos colaboradores bem treinados”.

Os grupos de trabalho do Senac estudam o mercado atual, além de levantar dados e demandas dos setores produtivos para encontrar e desenvolver soluções para diferentes segmentos empresariais. Ele chamou a atenção para um exemplo prático dessa iniciativa, que foi o lançamento do livro eletrônico Hotelaria e Covid: Panorama e Perspectivas, que busca ajudar o setor a ter insights e informações sobre o cenário de crise causado pela pandemia do novo coronavírus. O conteúdo do e-book é dividido em duas partes – sendo a primeira uma coletânea de ações já tomadas por hotéis em todo o mundo, e a segunda prevendo condutas no pós-crise.

Crise é oportunidade

A crise é chance, segundo o dirigente, para mostrar criatividade e utilizar a tecnologia para sair de situações difíceis. “Temos a obrigação de ser felizes, Sesc e Senac estão aí para fazer as pessoas felizes.”

Para ele, Sesc e Senac reforçam com esse tipo de iniciativa o conceito de que crise é oportunidade, não motivo para desestímulo. É chance, segundo o dirigente, para mostrar criatividade e utilizar a tecnologia para sair de situações difíceis.

O presidente também lembrou que crise é oportunidade, ao citar o pioneirismo da Federação baiana de ser a primeira na Bahia a oferecer a certificação digital por videoconferência.

Outra ação importante, “como forma de mostrar a colaboração e a solidariedade” do Sistema Comércio na Bahia, está sendo a utilização de algumas unidades do Senac e do Sesc, em Salvador e interior, para a produção de máscaras de proteção. Parte dessa produção começa a ser entregue aos sindicatos filiados.

Agradeceu ao presidente da CNC, José Roberto Tadros, por permitir, por meio de lives na internet, que cada presidente de Federação mostre seus projetos, iniciativas e ações. “Queremos e trabalhamos por um Sistema Comércio forte e pujante”, concluiu