CNC reduz para 3,9% previsão de alta no varejo para 2021 após recuo em novembro

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O ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e bebidas foi o principal responsável pela desaceleração das vendas, com queda mensal de 2,2%.
O ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e bebidas foi o principal responsável pela desaceleração das vendas, com queda mensal de 2,2%.
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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de 4,2% para 3,9% a previsão de crescimento do volume das vendas no varejo restrito para 2021. No varejo ampliado – que inclui os ramos automotivo e de materiais de construção –, a projeção é queda de 5,2%. A entidade calcula que o setor apresente variação de +1,4% ao fim de 2020. As estimativas têm como base os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de novembro, divulgada nesta sexta-feira (15/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o fim do auxílio emergencial no início de 2021, o quadro ainda grave do mercado de trabalho e o aumento da inflação indicam que a reação do setor tende a se tornar mais lenta no início deste ano. “A condição fundamental para a retomada do ritmo de vendas de forma mais vigorosa nos próximos meses passa, inevitavelmente, pela eficiência do processo de imunização da população”, afirma Tadros.

De acordo com a PMC, o volume de vendas no varejo restrito recuou 0,1% em novembro de 2020, interrompendo uma sequência de seis altas mensais seguidas. No conceito ampliado, porém, aumentou 0,6%, em relação a outubro, alcançando o sétimo avanço consecutivo.

Ramo de alimentos recua

O ramo especializado na venda de alimentos, o mais relevante do setor em termos de faturamento anual, foi o principal responsável pela desaceleração das vendas, com queda mensal de 2,2%. Fabio Bentes, economista da CNC, destaca que, fora o mês de outubro (+0,8%), o ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tem registado retrações nas vendas desde o início do segundo semestre de 2020. “Esse processo coincide com a aceleração dos preços dos alimentos na segunda metade do ano passado. De acordo com o IPCA, a inflação de produtos alimentícios para consumo doméstico foi de 3,3% em novembro, a maior para este mês desde 2002”, explica Bentes.

Os destaques positivos foram: livrarias e papelarias (+5,6%), tecidos, vestuário e calçados (+3,6%), combustíveis e lubrificantes (+3,1%) e equipamentos de informática e comunicação (+3%). “Todos segmentos que vinham demorando a reagir às mudanças de hábitos dos consumidores”, ressalta o economista da Confederação.