Comércio perde fôlego em junho, mas CNC prevê segundo semestre melhor

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Apenas quatro dos dez segmentos pesquisados pela PMC registraram variações positivas em junho, com destaque para o ramo automotivo (+3,6%)
Apenas quatro dos dez segmentos pesquisados pela PMC registraram variações positivas em junho, com destaque para o ramo automotivo (+3,6%)
Crédito
shutterstock

07/08/2019

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) está prevendo um segundo semestre melhor para o varejo ampliado, apesar de os números de junho da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje pelo IBGE, indicarem uma perda de fôlego das vendas, que permaneceram estáveis em relação a maio, interrompendo uma sequência de três altas consecutivas. No conceito restrito, segundo o IBGE, houve alta de 0,1%, primeira taxa positiva desde março deste ano (também +0,1%).

Para a CNC, a estabilidade do varejo em junho, associada ao comportamento dos preços, com deflação em alguns segmentos, reforça a necessidade de medidas de estímulo à economia. “As medidas de estímulo ao consumo, como os programas de saques do PIS/Pasep e FGTS e a queda nas taxas de juros, deverão proporcionar uma alta de 5,2% na segunda metade do ano”, prevê Fabio Bentes, economista da CNC. “Somente os saques do PIS/Pasep e do FGTS serão responsáveis por 1,2% do aumento das vendas entre setembro e novembro de 2019, levando a Confederação a manter a expectativa de avanço de 4,2% do varejo ampliado em 2019, apesar dos números da PMC de junho”, completa Bentes.

Na comparação com junho de 2018, o volume de vendas no varejo ampliado cresceu 1,7% e o varejo restrito recuou 0,3% – piores resultados desde março deste ano quando foram registradas quedas de 3,4% e 4,4%, respectivamente. No acumulado do ano, o varejo acumula alta de 3,2% ante os seis primeiros meses de 2018.

De acordo com a pesquisa do IBGE, apenas quatro dos dez segmentos pesquisados registraram variações positivas em junho, com destaque para os ramos automotivo (+3,6%) – ramo que já acumula avanço de 12,4% nos doze últimos meses – e de tecidos, vestuário e calçados com alta de 1,5% sobre maio. Por outro lado, sobressaíram as quedas nos ramos de equipamentos de informática e comunicação (-2,4%) além do segmento de combustíveis e lubrificantes (-1,4%).