Intenção de consumo das famílias cresce novamente em março

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ICF está prestes a alcançar nível de satisfação, mas sentirá os impactos do coronavírus
ICF está prestes a alcançar nível de satisfação, mas sentirá os impactos do coronavírus
Crédito
Divulgação

17/03/2020

O índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), chegou a 99,9 pontos em março deste ano, apenas um décimo abaixo do nível de satisfação (acima de 100 pontos) e o melhor resultado desde abril de 2015. Também foi o maior nível atingido em um mês de março em cinco anos. Contudo, essa tendência será reduzida pelos impactos econômicos do novo coronavírus. 
 
Com o ajuste sazonal, a ICF apresentou um aumento mensal de 2,2%, consolidando o momento de recuperação já observado em fevereiro e aumento mais intenso desde janeiro de 2019 (+2,5%). Já o comparativo anual mostrou crescimento de 1,9%. No recorte regional também não houve recuo e o Sul registrou o maior crescimento mensal (+3,7%). Na comparação anual por região, somente o Nordeste mostrou taxa negativa (-2,0%). As famílias do Sul também são as mais confiantes (109,3 pontos).
 
Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o desempenho mantém a trajetória de recuperação que vem sendo observada no consumo, amparada em fatores econômicos, mas deve ser afetada pelo impacto do coronavírus. “É nítido que os brasileiros mostraram, nessa pesquisa, estarem mais confiantes com a atividade econômica este ano, mas é preciso aguardar os resultados de abril e acompanhar essa evolução diante do cenário econômico turbulento em escala internacional”, aponta.
 
Emprego e renda tiveram avaliação positiva

Até então, os indicadores referentes a emprego e renda haviam voltado ao mesmo patamar de 2015, pré-crise. A maior parte dos entrevistados (39,6%) se sentia mais segura em relação ao seu emprego, proporção maior do que no mês anterior e o mesmo período em 2019, além de configurar seu maior percentual desde abril de 2015 (40,0%). Já as avaliações positivas em relação à renda alcançaram 37,5% das famílias, número inferior ao mês anterior (38,1%), mas superior ao mesmo período em 2019 (34,1%).
 
Também haviam melhorado os indicadores de condições e perspectivas de consumo. O percentual de famílias que percebeu maior facilidade para compras a prazo aumentou para 33,3%, o maior percentual desde maio de 2015. Houve aumento, pelo terceiro mês seguido, nesse item em março (+2,7%) e, com isso o indicador atingiu o maior nível desde maio de 2015. Na comparação anual também houve crescimento, confirmando a percepção positiva das famílias em relação ao mercado de crédito antes do cenário do coronavírus.

A percepção de perspectiva de consumo dos brasileiros foi menor do que no mês passado (36,0%), ante 36,4% no mês anterior e 35,9% em março de 2019, corroborando um comportamento de consumo mais cauteloso das famílias no futuro. “O resultado apontou que os consumidores estão em sua maioria aumentando suas pretensões de consumo, mas também estão cautelosos, pois são incertos os impactos que os problemas enfrentados pela economia externa podem gerar na nossa economia”, aponta a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva.