Sumário Econômico 1569

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Desemprego elevado leva CNC a reduzir previsão de vendas do varejo para 2019 - De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em 09/04 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em fevereiro, o volume de vendas dos dez segmentos que compõem o comércio varejista no conceito ampliado iniciou o ano com alta de 7,7% em relação ao mesmo mês de 2018. Apesar do crescimento das vendas nessa base comparativa, esse ritmo de expansão das vendas reflete mais o efeito calendário devido ao Carnaval – que neste ano caiu em março e não em fevereiro como no ano passado – do que propriamente uma reação mais vigorosa do setor. No varejo restrito – que exclui os segmentos de materiais de construção e o comércio automotivo –, houve alta de 3,9%. A fraqueza corrente no consumo de bens no País torna-se mais evidente quando os resultados de fevereiro são comparados ao mês anterior nas séries com ajustes sazonais. No varejo restrito, as vendas se mostraram estáveis ante janeiro deste ano, ao passo que, no comércio varejista ampliado, a queda no mês (-0,8%) praticamente consumiu o avanço de 1,0% percebido em janeiro.

 

Operações de crédito voltam a aumentar em fevereiro - Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que o saldo das operações de crédito o sistema financeiro teve aumento de 0,3% em fevereiro de 2019 contra o mês imediatamente anterior, após queda de 0,8% no mês anterior. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,2 trilhões no último resultado, representando 47,0% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em fevereiro deste ano, a variação foi de +5,5%, 5,8 p.p. acima da variação de -0,3% observada no mesmo período do ano anterior. Contrariando essa taxa positiva, em relação à comparação anual, nos dois primeiros meses do ano, houve um recuo de 0,5% no crédito, a segunda variação negativa seguida.

 

Revisão das expectativas da economia para baixo - Os dados do emprego de fevereiro divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) podem ter-se constituído em um dos poucos alentos sobre o desempenho da economia brasileira nos últimos tempos. O País conseguiu gerar mais de 173 mil postos de trabalhos formais, mais que o dobro do mesmo mês de 2018 (61 mil) e o maior (de fevereiro) desde 2014 (quando foram criados 261 mil novos empregos). Porque as dificuldades de negociação da reforma da Previdência entre o Executivo e o Legislativo vêm deixando o mercado nervoso, criando fatos que se repercutem através da excitação do dólar, entre outras coisas, contaminando importações e índices de preços que carregam peso, sobretudo nos preços no atacado, caso do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) da Fundação Getulio Vargas (FGV), por exemplo, que capta a oscilação do dólar.

 

Cadastro Positivo - O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou sem vetos a lei que torna automática a adesão dos brasileiros ao Cadastro Positivo, na segunda-feira (08/04), em Brasília. O cadastro tem como objetivo facilitar a concessão de crédito, potencializar as possibilidades de consumo e investimentos, e diminuir juros. O referido cadastro é uma lista de bons pagadores, através do registro da pontualidade no pagamento de suas contas (créditos, financiamentos e mensalidades de serviços, como água, luz e telefone), com um propósito de criar um banco de dados que ficará à disposição de instituições privadas.