Sumário Econômico 1571

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Intenção de Consumo das Famílias cai pela segunda vez consecutiva no ano - O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 1,9% em abril, aprofundando a tendência verificada em março (-0,4%), constituindo-se na segunda queda consecutiva do ano. Todos os subíndices da ICF registraram diminuição da intenção de consumo. A última vez que os componentes da ICF caíram simultaneamente foi em julho do ano passado, quando a economia ainda se recuperava do trauma da greve dos caminhoneiros. As taxas dos subindicadores Momento para Duráveis (-5,8%) e Perspectiva de Consumo (-3,3%) foram as que mais se destacaram na retração da ICF, seguidas por Perspectiva Profissional (-1,7%) e pela avaliação quanto ao Emprego Atual (-1,6%), dentre as outras variações negativas. A ICF atingiu 96,2 pontos, situando-se acima de janeiro (95,9 pontos); no entanto, permanece abaixo da zona de satisfação de 100 pontos desde abril de 2015 (102,9 pontos).

 

54ª Reunião Ordinária do Conselho Superior - No dia 15 de abril de 2019, ocorreu, na sede da Firjan, a 54ª Reunião Ordinária do Conselho Superior. o professor Matias Spektor, da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, apresentou um de seus trabalhos divulgados, Diplomacia da Ruptura. Em seguida, ele falou sobre a relação do Brasil com a América do Sul, principalmente com a Argentina. O próximo foco da discussão foi a disputa entre os Estados Unidos e a China. O último comentário do autor do artigo foi que o problema vivenciado na democracia brasileira ocorre porque ela ainda não está completamente implementada. Para finalizar o evento, alguns participantes fizeram comentários sobre a exposição.

 

FMI prevê piora do resultado fiscal nos próximos anos - Desde a crise internacional de 2008, o foco da política fiscal de grande parte dos países tem sido a estabilização econômica. Tanto os países emergentes quanto os países desenvolvidos praticaram políticas expansionistas para impulsionar a demanda interna e combater os efeitos da crise sobre a atividade econômica, especialmente sobre o emprego. Em estudo recente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que mesmo superada a crise, com poucas exceções, ainda há um desequilíbrio fiscal generalizado. Além disso, esse fenômeno global deve perdurar até 2024, para quando ainda estão previstos déficits significativos nas contas públicas.

 

Mercado de trabalho formal - Segundo dados divulgados pela Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério do Trabalho, o mercado de trabalho formal no Brasil apresentou saldo negativo em março de 43.196 postos de trabalho formais, resultado de 1.261.177 admissões e 1.304.373 desligamentos. A recuperação mais lenta que o esperado do mercado de trabalho pode estar contribuindo para uma expansão menos vigorosa do consumo. A ocupação está desacelerando, o mesmo acontecendo com o rendimento médio real e a massa real de rendimentos, enquanto a informalidade tem aumentado.