Sumário Econômico - 1575

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Sumário Econômico
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PV/Gecom

Retração nos serviços sugere primeira queda do PIB desde o fim da recessão - De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada em 14/05 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em março, o volume de receitas do setor de serviços encolheu 0,7% na comparação com o mês imediatamente anterior, já expurgados os efeitos sazonais. Essa foi a terceira retração consecutiva no setor de serviços. O setor terciário é o principal empregador da economia e maior responsável pela formação do Produto Interno Bruto (PIB). Com o resultado de março, o setor de serviços acumulou perda de 0,6% nos três primeiros meses do ano em relação ao trimestre imediatamente anterior – pior resultado nesse tipo de comparação desde o segundo trimestre de 2017 (queda também de 0,6%). Apesar da evidente fraqueza no ritmo de atividade econômica corrente, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) segue apostando em uma reação do setor em termos de crescimento real de receitas dos serviços em 2019. A entidade revisou de +1,7% para +1,6% sua projeção para o volume de serviços abrangidos pela PMS ao fim do ano, o que significaria o primeiro avanço anual do setor desde 2014 (+2,5%).

Evolução do setor de materiais de construção - Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), disponibilizados pela Secretaria do Trabalho, o setor de materiais de construções possuía 272.587 estabelecimentos em 2017, variação positiva de 10% em relação a 2007. Desse total, 92% eram do comércio varejista, enquanto 8% referiam-se ao comércio atacadista. Durante esses dez anos, o número de empresas atacadistas cresceu 34%, e, com isso, aumentou sua parcela e importância dentre o total, já que o varejista mostrou incremento de apenas 8%. A maior parte dos empreendimentos encontrava-se na região Sudeste em 2017, 46% do total, entretanto a Região Norte foi a que demonstrou maior crescimento, 29%. Em sua maioria, elas são pertencentes às micro e pequenas empresas, quase 100%, contudo as grandes empresas foram as que realizaram maior avanço nesse item, de 63%, já que possuíam maior estrutura para lidar e se adaptar aos momentos de crise.

Economia em baixa - Embora seja louvável reconhecer o esforço do governo em negociar com o Congresso a aprovação de reformas – em um primeiro momento, a da Previdência – para que haja condições futuras de o setor público retomar a expansão dos investimentos nos serviços essenciais à sociedade, até o presente, o que se tem acompanhado é o relativo desânimo seguido de cautela por parte das famílias e das empresas com relação ao comportamento da economia e seus efeitos na medida em que a conjuntura parece apresentar-se recessiva, não obstante os preços continuarem persistindo em subir, agora em maio com pouco menor vigor. Se depois da crise de 2015-2016 a expectativa do mercado financeiro era a de que a economia brasileira cresceria 2,5% ao ano não se confirmou com o pífio crescimento de 2017 (+1,1%), a frustração repetiu-se em 2018, dado que o Produto Interno Bruto (PIB) também cresceu somente 1,1%. Passados cinco meses, parece que igual desempenho pode vir a acontecer em 2019.

Balança comercial brasileira da 4ª semana de maio - O saldo da balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 1,3 bilhão entre os dias 20 e 24 do corrente mês. No mês, as exportações somam US$ 17,047 bilhões e as importações, US$ 11,855 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,192 bilhões. Em termos anualizados, o resultado é o equivalente a um superávit de US$ 53,2 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 4,989 bilhões, superando as importações, de US$ 3,637 bilhões. Comparadas as médias diárias até a quarta semana deste mês com as de maio de ano passado, as exportações e as importações avançaram 8,9% e 10,4%, respectivamente.