Sumário Econômico - 1577

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Sumário Econômico
Crédito
PV/Gecom

CNC espera alta de 1,9% nas vendas para o Dia dos Namorados - De acordo com estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o volume de vendas do comércio varejista brasileiro voltado para o próximo Dia dos Namorados deverá registrar alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. Confirmada essa expectativa, o resultado das vendas registrará a terceira alta consecutiva após amargar perdas durante a recessão econômica (-1,1% em 2015 e -4,9% em 2016). O Dia dos Namorados é considerado a sexta data comemorativa mais importante do calendário varejista brasileiro, devendo movimentar, neste ano, R$ 1,64 bilhão. Carro-chefe das vendas associadas ao Dia dos Namorados, o segmento de vestuário e acessórios deverá registrar alta de 3,1% em relação à mesma data do ano passado. Esse ramo deverá movimentar R$ 611,0 milhões, ou seja, o equivalente a 37,4% da movimentação financeira total esperada nesta data.

Governo apresenta propostas para um sistema de capitalização para a nova Previdência - A experiência internacional mostra que o sistema de capitalização pode trazer muitos benefícios à sociedade em relação ao sistema de repartição, sendo o principal deles tornar a Previdência Social autossustentável, garantindo justiça e equidade ao sistema. Com as mudanças demográficas que ocorrem rapidamente no Brasil, o financiamento do sistema de repartição, no qual as contribuições dos trabalhadores atuais pagam pelas aposentadorias de hoje, se torna oneroso, na medida em que a proporção de idosos em relação à população em idade ativa aumenta significativamente.

Crédito ampliado representa 136% do PIB - Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que o saldo das operações de crédito do sistema financeiro mostrou estabilidade em abril de 2019 contra o mês imediatamente anterior, após aumento de 0,8% em março. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,3 trilhões no último resultado, representando 47,0% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em abril deste ano, a variação foi de +5,4%, 0,4 p.p. acima da variação de +5,0% observada em 2018. Corroborando com essa taxa positiva, em relação à comparação anual, no primeiro quadrimestre do ano, houve um avanço de 0,3% no crédito, a segunda variação positiva seguida.

A década perdida de 2010 - No curso de 2019, as constantes revisões das expectativas do mercado financeiro para comportamento da economia no corrente ano vêm apontando para uma sequência de sucessivas estimativas de queda até atingir 1,0%, recentemente. Na hipótese desta última vir a se confirmar no final deste ano, o resultado será praticamente a repetição das taxas de 2017 e 2018, que foram iguais, e ficaram em 1,1%. Na década, a inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) totalizou 76,31%, enquanto que o crescimento da taxa de câmbio medido pelo dólar comercial significou a desvalorização do real na ordem de 62,24%. A dívida do governo subiu de R$ 1,49 trilhão (2009) para R$ 3,82 trilhões (2018), alta de +156,4%, que mostra que o desequilíbrio nas contas acaba impondo sobremaneira um ônus, que é o retardamento do ciclo virtuoso, causando mais esgarçamento e iniquidades sociais.