Sumário Econômico - 1635

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31 jan A 01 fev 20
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Crédito
GECOM/PV

Perspectivas das famílias crescem em agosto - O indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 66,2 pontos em agosto deste ano, o pior mês de agosto da pesquisa. Com isso, o índice permaneceu abaixo do nível de satisfação, 100 pontos, o que acontece desde abril de 2015 (102,9 pontos). Após o ajuste sazonal, a série apresentou uma queda mensal de -0,2%, a quinta consecutiva. Contudo, mesmo permanecendo com taxa negativa, foi a menos intensa do período. Em relação a agosto de 2019, houve retração de -27,6%, também a quinta redução nessa base comparativa e a maior queda desde abril de 2016 (-28,8%). A questão referente ao Emprego Atual mostrou que a maior parte dos entrevistados (33,3%) se sente menos segura com seu emprego, uma proporção menor do que no mês anterior (33,7%) e maior do que em agosto de 2019 (19,4%). Em relação ao Acesso ao Crédito, a proporção das famílias que acreditam que comprar a prazo está mais difícil aumentou para 44,4%, ante 43,4% no mês anterior e 41,2% em agosto de 2019. Esse foi o maior percentual desde novembro de 2018, quando atingiu 44,7%. Em agosto de 2020, houve queda de -2,8%, a quarta consecutiva e menor do que nos dois meses anteriores A ICF apresentou o pior índice para um mês de agosto da série histórica. Ao considerar a série com ajuste sazonal, a tendência negativa permaneceu no mês e apresentou a quinta queda consecutiva. Com isso, as famílias continuaram se revelando conscientes da importância da sua renda e, assim, cautelosas com o seu consumo. O momento atual permanece incerto e exige cautela das famílias; contudo, já demonstra desaceleração em sua queda. Tanto que as expectativas para os próximos meses foram positivas em agosto, com a Perspectiva de Consumir tendo o primeiro crescimento após quatro meses.

Balança comercial do Estado do Rio de Janeiro - De acordo com dados do boletim Rio Exporta, publicado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), de janeiro a julho de 2020, o Estado do Rio de Janeiro registrou corrente de comércio de US$ 28,5 bilhões, incremento de 3% frente ao mesmo período do ano passado, diante de US$ 13,6 bilhões em exportações e US$ 14,9 bilhões em importações. Assim, o saldo comercial foi negativo em US$ 1,2 bilhão. Esse resultado representou participação de 13% do Rio no comércio exterior do País, mantendo a posição de segundo player entre os estados brasileiros com maior fluxo internacional, atrás apenas de São Paulo. As exportações fluminenses diminuíram 16%, principalmente impactadas pela redução de 7% nas saídas de produtos básicos e de 39% nas de manufaturados. As importações fluminenses aumentaram 31%, consequência das maiores aquisições de bens de capital (US$ 7,1 bilhões; aumento de 103%) e bens intermediários e matéria-prima (US$ 5,7 bilhões; aumento de 19%). As compras de outros equipamentos de transporte registraram incremento de 77% (US$ 5,3 bilhões), que incluem plataformas de perfuração ou de exploração, e demais flutuantes. No tocante às importações, exceto petróleo, as compras fluminenses cresceram 41% (US$ 14,1 bilhões). O Rio incrementou as importações originadas da União Europeia (US$ 2,3 bilhões) e do Nafta (em português, Tratado Norte- Americano de Livre-Comércio) (US$ 2,2 bilhões) em 11% e 65%, respectivamente. Em relação aos produtos exclusivos para o combate à Covid-19, destacam-se torneiras e dispositivos semelhantes (aumento de 107%), outros reagentes de diagnóstico ou laboratório (419%), e outros produtos imunológicos (228%). Esses produtos tiveram origem, principalmente, dos Estados Unidos, da Alemanha e da China.

Segunda reunião dos coordenadores do FPMPE - Após enorme período de paralisação dos seus trabalhos por força dos acontecimentos com a economia brasileira graças à pandemia, em paralelo ao esforço que o governo vem despendendo para mitigar os efeitos da crise sobre o setor produtivo, no dia 2 de setembro em curso, aconteceu a segunda reunião dos coordenadores do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FPMPE). Uma notícia interessante que chamou bastante a atenção logo no início foi o anúncio da contratação de um CEO para trabalhar o Custo Brasil. De acordo com a exposição, o objetivo será o de examinar e atacar gargalos que resultam em custos que impedem maior produtividade e competitividade, como trabalhistas, tributários, de infraestrutura, entre outros. No contexto das ações, um dos projetos prioritários é ampliar a gama de serviços no Portal do Empreendedor. Agora o portal conterá informações sobre políticas de crédito. Não apenas para os microempreendedores individuais (MEI), como também para as MPE. No tocante ao acesso ao crédito, a subsecretária reconheceu o problema da falta de garantias, da mesma forma que o nível de exigências tem sido alto. Ambos têm sido um drama para as empresas. Uma das apostas para dirimir os problemas decorrentes da escassez de garantias reside na criação do Sistema Nacional de Garantias de Crédito. Esse sistema poderá fazer com que o crédito flua como acontece nos países que possuem modelo parecido de organização.  As cartas disponibilizadas pelas sociedades garantidoras poderão se tornar ativos para os empresários, que poderão ganhar na barganha e na negociação por melhores linhas de crédito, mais acessíveis, evitando ter de contratar serviços relacionados à reciprocidade e às metas gerenciais para a consecução dos recursos.