Sumário Econômico - 1645

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31 jan A 01 fev 20
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Com menos fôlego, varejo cresce pelo quinto mês seguido - No mês, os destaques segundo ramos de atividades foram livrarias e papelarias (+8,9%), combustíveis e lubrificantes (+3,1%), e equipamentos de informática e comunicação (+1,1%). Afetado pela alta recente nos preços dos alimentos, o ramo de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo acusou retração pelo terceiro mês seguido (-0,4% em setembro). Nos nove primeiros meses do ano, os preços desses produtos acumularam alta de 7,31% – bem acima, portanto, da evolução média dos preços capturados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) (+1,34%). A tendência para o último trimestre de 2020 é de que as taxas mensais de crescimento sejam menores do que aquelas registradas até agosto. A redução no valor do auxílio emergencial a partir de setembro e as incertezas relativas à regeneração do mercado de trabalho deverão contribuir para um crescimento mais lento neste fim de ano. Diante desse cenário, a CNC revisou de +1,8% para +1,9% sua previsão para a variação do volume de vendas do comércio em 2020. No conceito ampliado, que apropria informações dos ramos automotivo e de materiais de construção, a entidade projeta queda de 3,6%.

A recuperação do turismo até setembro de 2020 - O baque de março e abril acentuou as perdas verificadas no começo do ano no setor de turismo. Desde então, o faturamento mensal dos serviços típicos voltados às atividades turísticas voltou a subi r, segundo o Índice Cielo de Vendas do Tur ismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (ICV-Tur-CNC). Este indicador tem se mantido num patamar muito abaixo de fevereiro, assim como também vem se apresentando bem menor do que em igual mês do ano passado. Segundo pesquisa da CNC em parceria com a empresa de cartões Cielo, o faturamento das atividades relacionadas ao turismo brasileiro tem crescido desde maio até setembro, após um começo de ano ruim. Em setembro, as vendas dos diversos segmentos do turismo brasileiro movimentaram R$ 12,814 bilhões.

Economia pós-Covid - Os últimos dados demonstram uma recuperação em V da economia brasileira, após passar a pior par te da crise gerada pela Covid-19. Uma das pesquisas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou, em outubro, o quarto aumento mensal no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), sendo que ele alcançou pela primeira vez, após seis meses, um nível de otimismo. Além dos empresários, os consumidores também estão mais confiantes, com aumento na Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e redução no percentual de famílias endividadas, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Agora, o mais importante é a aprovação das medidas fiscais necessárias para o equilíbrio fiscal do governo. Os investidores estão atentos à evolução da dívida pública e cada vez mais incertos, como pode ser comprovado nas oscilações do dólar e das bolsas de valores. Com uma nova onda da pandemia, o mercado coloca em xeque as habilidades do governo, já que é inevitável continuar com os auxílios emergenciais.

Venda de bicicletas vive momento inesquecível com a pandemia - Com o isolamento e o distanciamento social, muitos brasileiros se renderam às bicicletas como opção de transporte, atividade física e lazer. Com isso, as vendas do segmento foram impulsionadas. Diferente de outros negócios que estão em crise, com as vendas de bicicletas, a situação é inversa. O mercado de bicicletas vive um momento histórico no Brasil. Segundo números da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), entre maio e junho, houve um aumento médio de 50% no número de vendas em relação ao ano passado, e, em julho, os dados apontam a sustentação do segmento, com o crescimento de 118% nas vendas de bicicletas no Brasil entre 15 de junho e 15 de julho, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao período anterior (de 15 de maio a 15 de junho), o aumento foi de 19% nas vendas de bicicletas – o que aponta para um crescimento sustentado de todo o mercado nacional. No Brasil, esse número de bicicletas poderia ser mais significativo, pois ainda esbarramos com problemas nas malhas cicloviárias. Contudo, o País tem evoluído gradativamente nesse sentido e a pandemia tem acelerado esse processo.