Sumário Econômico - 1650

AddToAny buttons

Compartilhe
31 jan A 01 fev 20
Ex: 8h00 às 18h00
Botão - Tenho Interesse
Esse preenchimento não garante sua
inscrição. É apenas para fins de comunicação,
envio de novidades e informações sobre o
evento.
Crédito
GECOM/PV

Prós e contras do Banco Central independente -  Passados trinta anos de discussões, o Senado  Federal aprovou, em novembro, um projeto de lei complementar que garante a autonomia do Banco Central (BC). Um Banco Central autônomo possui independência administrativa e financeira, um mandato próprio com prazos diferentes da Presidência da República, com liberdade para definição dos dirigentes sem interferências políticas. Sendo uma  autarquia independente, também possuirá plano de salários distintos do setor público, como é hoje no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Se, por um lado, haverá despolitização do BC, por outro, o BC autônomo e eficiente demandará disciplinas austeras de compliance. No Brasil, o Banco Central deveria ter um modelo similar ao Sistema de Reserva Federal (FED, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, do Banco Central do Japão ou, ainda, do Banco Central Europeu, considerado o mais independente do mundo. Em todos eles existem mandatos que exigem disciplina e respeito às regras econômicas e monetárias, que não podem ter influências políticas. Esse passo é de grande importância, em que, principalmente nas mudanças de governo, os diretores não deverão ser influenciados.

Mundo novo e realidade digital - No ano passado, o raio de alcance da pandemia determinou diversas mudanças no Brasil e no mundo. De maneira acelerada, consumidores e produtores se depararam diante de uma situação inesperada, inédita e, pelo visto, muito ruim. Afinal, os cenários foram muito desafiadores – e continuam sendo! Novos hábitos se configuraram com as restrições impostas pelas autoridades, enquanto as inovações se fizeram presentes para atender o mercado, que, num primeiro momento, revelou-se fortemente recessivo, e depois passou a apresentar sinais de recuperação. As consequências do tsunami que grassou o mundo com a Covid-19 permanecem em evidência, principalmente as que acometeram o mercado de trabalho. Por causa das restrições de deslocamento e o receio de contágio com a doença, muitos dos milhões de novos consumidores on-line se viram impelidos de forma natural ou intencional a modificarem seus hábitos. Novo mundo e real idade digital cada vez menos complexa. Que se manifestem em favor os 11 mi lhões de nacionais que migraram para experiências on-line e via celulares. Quando a economia voltar a crescer, seguida da diminuição do desemprego, o fenômeno darse- á mais célere ainda.

Mercado estima queda de 4,36% para o PIB de 2020 - No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central em 2020, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 reduziu para 4,38%. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 1,22% para dezembro e 0,30% para janeiro de 2021. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetam IPCA de 1,19% e 0,13%, respectivamente. A mediana das projeções dos analistas para o IPCA de 2021 também reduziu, alcançando 3,32%, e, para 2022, a estimativa continuou em 3,50%. A estimativa para a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 é de queda de 4,36%. Apesar desse valor negativo, representa uma melhora nesse indicador em comparação à projeção de -4,40% de quatro semanas passadas. Caso se realize, será o primeiro resultado negativo após três anos seguidos de avanço. Segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), indicador de atividade que serve como prévia para o PIB, a variação acumulada nos últimos 12 meses terminados em outubro foi negativa em 3,93%. As contas nacionais do terceiro trimestre mostraram retração de 3,4% no acumulado dos quatro trimestres anteriores, porém já obteve resultado positivo na comparação com o trimestre anterior, com crescimento de 7,7%. Já para 2021, espera-se uma evolução positiva de 3,40% na economia, enquanto, para 2022, as estimativas são positivas em 2,50%.