Sumário Econômico - 1652

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31 jan A 01 fev 20
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Porque um novo auxílio emergencial não é imprescindível - Com a pandemia da Covid-19, o governo teve o
dever de estabelecer o distanciamento social e o fechamento dos estabelecimentos não essenciais. Essas medidas provocaram o aumento do desemprego, em que trabalhadores autônomos e informais foram rápida e fortemente prejudicados. Para suavizar esse efeito negativo, em abri l de 2020, o governo passou a disponibilizar um auxílio emergencial para a parcela da população mais afetada. A última parcela do benefício foi definida para dezembro, mas muitos especulam se ele deve ser estendido neste início de 2021, quando a pandemia se agrava no País e no mundo. Os dados econômicos mais recentes questionam a necessidade premente de continuar com o auxílio. Essa necessidade é ainda confrontada pela falta de espaço fiscal para nova rodada de ampliação de gastos neste momento. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor o percentual de famílias endividadas encerrou 2020 em alta. Contudo, o mais importante a se notar é que esse incremento na proporção de endividados não foi acompanhado do aumento no percentual de famílias com contas em atrasado, nem mesmo das que afirmam que não terão condições de pagar suas dívidas. Ao contrário, ambos os indicadores de inadimplência têm progressivamente se reduzido desde agosto, e fecharam 2020 em tendência de queda. Se o governo fizer as reformas, principalmente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, e mantiver o teto, não terá problemas, e a economia estará sob controle, com algum crescimento resguardado. Com essas medidas, não haverá necessidade de preocupações, pois o Brasil é um dos poucos emergentes que conseguiram uma recuperação em V, além de se beneficiar por ser credor líquido em dólares.

Retomada dos serviços segue lenta perante os demais setores - O volume de receitas do setor de serviços cresceu 2 ,6% na comparação entre os meses de outubro e novembro de 2020, j á descontados os efeitos sazonais. Segundo a Pesquisa Mensal de Ser viços (PMS) , divulgada em 13 de janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE) , foi o sexto mês consecutivo de avanço no volume de receitas após o setor acumular r e t ração de 19% entre março e maio de 2020. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve variação negativa (-8, 3%) pelo nono mês consecutivo. Os cinco grupos de atividades apresentaram variações positivas de volume de receitas. Em novembro, os destaques foram os serviços prestados às famílias (+8,2%), que avançaram pelo quarto mês consecutivo, e os serviços profissionais, administrativos e complementares (+2,5%), estes com a maior alta mensal desde junho (+3,0%). Ainda que a um ritmo menos intenso, desde o “ fundo do poço” ocorrido em abril , as perdas em relação ao período anterior à Covid-19 seguem se acumulando. Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as perdas mensais sofridas pelo setor já somam R$ 261,30 bilhões desde o início da pandemia – o equivalente a mais de quatro meses de faturamento. Para 2021, diante da expectativa de crescimento econômico e de uma base comparativa, a entidade aposta na volta do crescimento do setor (+3,7% ante 2020). Já para o turismo, a expectativa é de que o setor não consiga reaver o nível de atividade perdido para a pandemia antes do fim de 2022, devendo acusar queda de 36,8% quando da divulgação dos dados relativos a dezembro do ano passado.

PMC, PMS e Iatur - Em condições normais, as pessoas costumam distribuir a renda auferida de diversas maneiras ao longo do mês. Dependendo das circunstâncias, evidentemente, elas pagam impostos e dívidas, bem como, se possível, podem fechar o mês no azul, no balanço positivo; isto é, podem conseguir poupar graças ao fato ou ao esforço de terem despendido menos do que receberam na forma de renda. De maneira geral, os gastos que as pessoas realizam somente podem ser com bens e serviços. Diferente do que acontece com bens, os gastos com muitos serviços podem estar ligados a um excesso ou sobra no orçamento doméstico. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em novembro do ano passado, o comércio varejista faturou mais 0,6% em relação a outubro pela ótica das vendas ampliadas. Diferentemente do que aconteceu com o consumo de serviços, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), também elaborada pelo IBGE, levantou que os prestados às famílias brasileiras subiram 8,2% em novembro do ano passado contra outubro. No contexto da melhora da economia e das expectativas de crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, tem se configurado que alguns setores poderão ser mais beneficiados do que outros, podendo avançar mais rapidamente durante esta fase pós-recessiva. Concluindo, a crise impacta os setores produtivos de maneira diferenciada, da mesma forma que a recuperação da economia se apresenta para os diversos segmentos com múltiplas alternativas, mas nem todas as empresas conseguem aproveitar o bom momento.

Lifelong learning - Os costumes, os processos de trabalho, os modelos de produção e até as relações entre as pessoas evoluíram como nunca, em um ritmo frenético. Para sobreviver e se destacar neste mundo em constante transformação, a capacidade de aprender constantemente, até o fim da vida, é indispensável . É nessa real idade de cenário que surge o lifelong learning. Esse conceito pode ser traduzido como aprendizagem ao longo da vida ou educação continuada, abordando a necessidade das pessoas se manterem estudando e se desenvolvendo. A aplicação prática pode ser feita por: cursos de qualificação, atenção às tendências do mercado e identificação de melhorias. Nesse processo, várias funções vão desaparecer e outras novas vão surgi r. O profissional, que antes passava a vida numa área ou função, terá de experimentar novas atividades e arriscar. A expectativa é de que, daqui para a frente, os trabalhadores tenham de quatro a seis carreiras ao longo da vida. Adotar esse conceito pode ajudar a desenvolver mais habilidades, além de dar mais autonomia e independência ao profissional , que estará mais preparado para o futuro.