FecomércioSP: auxílio emergencial impacta positivamente o varejo brasileiro

AddToAny buttons

Compartilhe
17 A 18 ago 20
Ex: 8h00 às 18h00
Botão - Tenho Interesse
Esse preenchimento não garante sua
inscrição. É apenas para fins de comunicação,
envio de novidades e informações sobre o
evento.
A pesquisa aponta que R$ 151 bilhões do auxílio emergencial tiveram como destino o consumo varejista.
Crédito
Arte: TUTU

Estudo da FecomercioSP aponta que R$ 151 bilhões tiveram como destino o consumo varejista.

O auxílio emergencial ajudou a manter mais ativa a economia ao integrar um benefício financeiro à receita de famílias de classes de renda mais baixas da população, durante a pandemia de covid-19. Isso porque parte do dinheiro foi usado para pagar dívidas e contas mensais, enquanto outro montante foi destinado ao comércio varejista, para aquisição de diferentes produtos.

Os pagamentos do programa, inicialmente previsto para vigorar por três meses – com o valor individual de R$ 600 por parcela –, foi estendido por mais dois, vigorando no período de abril a agosto deste ano. O total injetado no auxílio emergencial deve ultrapassar os R$ 190 bilhões, alcançando mais de 63 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do Portal da Transparência.

O auxílio foi destinado, na sua totalidade, a uma faixa de renda mais baixa, que tem como característica a elevada propensão ao consumo, as chamadas classes de renda D e E. De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar, do IBGE, em cada unidade federativa, em média, aproximadamente 78% da renda dessas classes são destinadas ao consumo de bens, e 22%, a serviços, como transporte, aluguéis, dívidas, etc.

Com base nesses dados, estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que R$ 151 bilhões do auxílio emergencial tiveram como destino o consumo varejista, ou seja, 79,5% dos mais de R$ 190 bilhões pagos pelo programa do governo federal.

Em um cenário sem o auxílio emergencial, a estimativa era de que o comércio varejista encerraria o ano com perdas no faturamento de R$ 293 milhões. No entanto, de acordo com a federação, com o programa, a queda deve ficar em pouco mais de R$ 141 milhões.