Pequenas empresas são as mais impactadas com avanço do coronavírus

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Por outro lado, a procura por produtos básicos (alimentos, remédios e de higiene) cresce consideravelmente como resultado do desejo de estocar mantimentos
Com consumidores em reclusão, Fecomércio-SP traça cenários para pequenos negócios no País
Crédito
Fecomércio-SP

19/03/2020

A redução de clientes, nas lojas de São Paulo e de todo o Brasil, e o sumiço de produtos de primeira necessidade das prateleiras dos mercados são alguns dos sinais da mudança de comportamento do consumidor diante do avanço do coronavírus no País.

Embora se trate de um problema de saúde global, a proliferação do vírus deve impactar significativamente as empresas, tendo em vista que, como as pessoas evitam sair às ruas, menos vendas são realizadas.

Com a determinação de isolamento social e quarentena, as empresas de menor porte tendem a ser as mais afetadas. Segundo a assessoria econômica da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), isso acontece porque, em geral, muitos dos itens que essas empresas vendem são adquiridos, por impulso, pelos consumidores.

As pequenas lojas de vestuário, artigos de esporte, material de escritório e lojas de R$ 1,99, entre outras, vão perceber queda da demanda na próxima semana. A efetiva taxa de contaminação da doença e o grau de receio da população vão interferir diretamente no volume de vendas desses pequenos negócios.

Por outro lado, a procura por produtos básicos (alimentos, remédios e de higiene) cresce consideravelmente como resultado do desejo de estocar mantimentos, o que pode provocar escassez.

Mercados e farmácias de bairro, por sua vez, devem continuar vendendo normalmente. Como a capacidade de estocagem é pequena, caso o pedido de produtos ao fornecedor seja adiantado, o foco deve ficar nos bens essenciais, que serão mais procurados neste momento.

Muitas das pequenas empresas do País têm o caixa no limite para manter as operações do dia a dia. Sem amplo acesso ao sistema financeiro por falta de garantias, as empresas de pequeno porte podem recorrer às linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de agências credenciadas e do Banco do Povo Paulista.

Vendas de automóveis, eletrodomésticos ou produtos de elevado valor (normalmente encontrados em médias e grandes empresas) devem ser apenas postergadas. Para os setores de vestuário, brinquedos e utensílios domésticos, a recomendação é redobrar a atenção, pois os consumidores devem procurar menos esses produtos. O ideal, portanto, é fazer uma verificação completa dos custos e cortar o que for possível.