Roraima se prepara para o boom do petróleo na Guiana

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Comércio local será fortalecido pelo desenvolvimento econômico da Guiana
Comércio local será fortalecido pelo desenvolvimento econômico da Guiana
Crédito
Ascom/Fecomércio-RR

A Guiana, país que faz fronteira com o Estado de Roraima, está prestes a se tornar, a partir do ano que vem, um dos maiores exportadores de petróleo. São cerca de 5 bilhões de barris, em águas profundas, que poderão trazer impactos positivos no comércio brasileiro.

A perspectiva é comemorada pelo presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Roraima (Fecomércio-RR) e diretor Financeiro da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Ademir dos Santos, pois facilitará as transações comerciais com o Brasil, fortalecendo o empresariado local. 

“Essa proximidade com o nosso estado aumentará ainda mais as exportações dos produtores roraimenses. O país vizinho é povoado por, aproximadamente, 700 mil habitantes, sendo quase metade na capital Georgetown. Este processo econômico pelo qual a Guiana está passando, com grandes reservas petrolíferas que futuramente serão exploradas, tornará a Guiana um dos países mais ricos do mundo, segundo os estudos do Banco Mundial, comparadas às reservas localizadas nos Emirados Árabes”, explicou.

Conforme o Fundo Monetário Internacional (FMI), a ex-colônia britânica será um dos países do mundo que mais crescerão nos próximos anos. A previsão é que, em 2020 e 2021, a Guiana atinja um salto de 29,8% e 22,1%, respectivamente.
Para Ademir, mesmo com as vantagens no processo comercial entre os dois países, é necessário melhorar a infraestrutura entre Roraima e a Guiana, com as estradas asfaltadas para facilitar o escoamento dos produtos. 

“Além de contarmos com um mercado consumidor naquela nação, com uma renda per capita boa, teremos acesso a um porto de águas profundas, no marítimo, o que ocasionará um maior estreitamento entre o Brasil, os Estados Unidos e a Europa. Nossas exportações vão aumentar, principalmente com os produtos oriundos do agronegócio”, comentou.

O presidente reforçou ainda que as relações comerciais aumentarão para todo o Brasil, por meio de Roraima, especialmente por conta da Guiana não produzir o que consome. “Com o aumento da renda per capita, consequentemente aumentará o consumo, e, com isso, o comércio roraimense terá muito a ganhar”, reforçou.

Câmara de Comércio 

O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Guiana, Remídio Monai, acredita que a exploração da jazida tenha início em janeiro do próximo ano. “A Guiana tem um orçamento de 3,6 bilhões de dólares ao ano e vão adicionar mais 6 bilhões, o que triplicará para 9,6 bilhões de dólares em seu orçamento. Isso significa que, nos próximos cinco anos, o país vizinho deva ultrapassar a Venezuela e o México na produção de petróleo. O mundo está de olho na Guiana e nós também, aqui do ladinho”, disse, enfatizando que o governo brasileiro vai estreitar o intercâmbio comercial.

De acordo com Monai, a descoberta de 2015 apresentou uma reserva de petróleo em 193 quilômetros da costa de 1.740 sob a superfície do mar. Para facilitar o estreitamento com o mercado guianense, Monai informou que a Câmara de Comércio está sendo reestruturada. E afirma que foi feita uma pauta de 14 itens, que precisam ser ajustados para que o intercâmbio entre os dois países ocorra.

“Além do idioma, temos outras situações como a estrada que dá acesso de Lethen para Georgetown, que ainda precisa ser totalmente asfaltada, bem como a falta de uma linha aérea que ligue Boa Vista à capital guianense. Estamos trabalhando em cima disso para superar os obstáculos e fazermos parte desse crescimento com a Guiana.”

Com a estrada que dá acesso a Georgetown, Monai ressalta que os mercados amazonense e de outros estados do Norte do País terão a oportunidade de participar do intercâmbio comercial com a Guiana. Segundo o presidente da Câmara Brasil-Guiana, representantes da Superintendência da Zona Franca de Manaus já agendaram ida a Georgetown, no sentido de verificar as condições comerciais com a Guiana.