Varejo pernambucano voltou a crescer em junho

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O varejo cresceu 7,98%, sinalizando uma demanda pernambucana em junho mais aquecida que a média do país.
Crédito
Fecomércio-PE

Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, o volume das vendas do varejo pernambucano voltou a mostrar crescimento em junho, apresentando mais uma alta significativa comparado ao mês anterior e confirmando o início do movimento de recuperação dos prejuízos impostos pelo período mais intenso de isolamento social e restrição do comércio.

A taxa mostrou variação positiva de 10,32% no indicador mês, confirmando que abril foi de fato o fundo do poço para as vendas do comércio e que a recuperação nos meses seguintes está clara.

O número surpreende de maneira positiva mais uma vez, pois a intensidade do crescimento das vendas foi elevada em meio à conjuntura difícil do consumo das famílias. 

Vale ressaltar que a expectativa em relação a uma desaceleração do crescimento do volume de vendas era ancorada no atual cenário imposto pela pandemia da Covid-19, que continua desacelerando o consumo das famílias, principalmente devido à continuidade da deterioração do mercado de trabalho formal e informal.

Além disso, o alto nível de endividamento das famílias também age como limitador do poder de consumo da população, restringindo o orçamento e impedindo um nível de consumo maior.

Auxílio Emergencial 

A política de incentivo à manutenção do consumo das famílias criada pelo governo federal se mostrou mais efetiva em junho, visto que grande parte dos beneficiados já haviam recebido ao menos a primeira parcela do benefício e outras milhares de famílias haviam sido aprovadas para iniciar a receber o recurso, durante o período de emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus (Covid-19), previsto na Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020.

Em Pernambuco, foram injetados mais de R$ 6,7 bilhões de reais, o que, somado aos demais benefícios como o Bolsa Família e o BPC, deu condições para que o consumo fosse superior aos meses de março e abril. Pernambuco foi o quarto estado do país que mais recebeu recursos do auxílio, ficando atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

O desempenho estadual mostrou mais intensidade do que o nacional, que cresceu 7,98%, sinalizando uma demanda pernambucana em junho mais aquecida que a média do país, o que pode ser justificado pela força da comemoração dos Festejos Juninos, que, apesar da pandemia, ainda mostra-se forte quando comparado com a maioria dos estados.

Este é o melhor resultado para os meses de junho, desde o início da série, resultado do efeito da variação em cima de uma base em menor nível do que nos anos anteriores e de um consumo mais firme das famílias em meio ao isolamento.

Segmentos que apresentaram maior venda

O varejo ampliado pernambucano, setor que agrega todos os índices do varejo mais as atividades de “Veículos, motocicletas, partes e peças” e “Material de construção”, também respondeu de maneira forte aos incentivos do consumo gerados pelo governo.

As vendas no indicador mês subiram 16,13%, apresentando maior intensidade do que o restrito. Lembrando que a necessidade de estar em casa incentivou as reformas residenciais e os reparos, atividades que puxaram o setor de material de construção e contribuiu para que a alta fosse mais intensa que o varejo restrito.

Quando comparado com o mesmo período do ano anterior, o volume de vendas pernambucano continua recuando, porém de forma menos intensa que nos dois meses anteriores, atingido os -6,4% em junho. No ano, as vendas ainda acumulam queda de 7,8%, já em 12 meses o recuo alcança os 2,7%.