9 novembro, 2011

Conselho de Turismo debate relação entre o setor de eventos e o turismo receptivo

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O Conselho de Turismo da CNC avançou quarta-feira (9/11) no debate sobre o macrotema Turismo Receptivo e Qualificação Profissional, iniciativa que, a partir de debates em suas reuniões, visa a criação de massa crítica para análise sobre as questões que impactam o setor e que será levada às autoridades. “Esse é um compromisso do trade”, afirmou o vice-presidente do Conselho, Eraldo Alves da Cruz, que coordenou o encontro em virtude da ausência do presidente Alexandre Sampaio. Desta vez, os participantes debateram o subtema “A relação entre o setor de eventos e o turismo receptivo”.

A presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc), Anita Pires, fez firme defesa da integração do mercado (hotéis, agências, organizadores de eventos, etc.) como forma de se alcançar o sucesso. “Planejar bem é fundamental, incluindo a oferta ao turista de permanência no local por mais tempo para usufruir de atrativos do destino, tanto culturais como os eventualmente ligados ao evento”, disse. Segundo ela, há uma tendência cada vez maior de os participantes de eventos aproveitarem o deslocamento para descansar mais um dia ou levar a família junto.

Anita falou ainda que, como faltam três anos para a Copa do Mundo, que atrairá milhões de visitantes ao Brasil, este é o momento para capacitar profissionais para trabalhar antes, durante e após o Mundial. Nesse sentido, ela considera importante investir em escolas privadas e mobilizar as do Sistema S. Finalmente, a presidente da Abeoc destacou o papel do Ministério do Turismo e outros órgãos públicos e de associações na captação de turistas no exterior. “Essa captação, para trazer resultados, terá que ser compulsoriamente feita por profissionais experientes.”

Já Salvador Saladino, presidente da Brazilian Incoming Travel Organization (Bito), disse estar preocupado com os prazos, que considerou reduzidos diante das inúmeras tarefas que o mercado tem pela frente. “É preciso agir rapidamente. Temos problemas orçamentários, políticas públicas que não saem do papel. É necessário que formar uma frente com o objetivo de ajudar o ministro do Turismo a fazer o seu papel.”

A última conferencista da noite foi Viviane Martins, presidente da Associação Brasileira de Gestores de Viagens Corporativas (ABGEV), que fez uma palestra aos conselheiros sob o ponto de vista do cliente. Ela apresentou um vídeo em que destaca a importância do trabalho conjunto da cadeia produtiva de eventos e revelou que a ABGEV reúne 140 profissionais de vários segmentos e foi responsável, em 2010, por investimentos da ordem de R$ 21 bilhões, com a geração de mais de 236 mil empregos.

“O sucesso de um evento grande, como a Copa, está na sensibilização do governo, mostrando-lhe o que precisa ser feito, e na capacitação de profissionais e agilidade no trabalho de todos os envolvidos.”

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DESRESPEITO AO TURISTA NO RIO DE JANEIRO

NÃO PASSARÁS NA FILA NA FRENTE DO PRÓXIMO
Aos pés do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, fui vítima de uma tremenda falta de respeito por parte dos responsáveis pelas visitas à esta atração turística, subordinados à RIOTUR.
Foi na última semana de 2011, fui para lá com mais onze pessoas. Para subir até o Cristo você tem que comprar ingressos. Neste dia, era necessário pegar uma imensa fila e estava demorando cerca de duas horas para chegar ao guichê.
Separei-me do meu grupo e fui para perto dos três guichês de venda de ingressos - nada baratos - para checar um murmurinho de que havia pessoas furando a fila. E não deu cinco minutos, um homem cortou a frente de todo mundo e comprou uns vinte ingressos, e pior, com a anuência dos funcionários e fiscais dali. Quando fui tomar satisfações do fiscal, ele me explicou que o homem era guia turístico e que tinha licença para proceder desta forma. Eu perguntei: licença de quem? Ele me respondeu que era da Secretaria de Turismo. Questionei-o então por que esta permissão não estava exposta nos guichês e ele não soube responder.
Continuei lá mais um pouco e notei que a cada cinco minutos estes tais supostos guias turísticos vinham comprar lotes de ingressos. Bem, era estranho porque eram sempre os mesmos dois homens que faziam as compras. Se fossem realmente guias turísticos deveriam estar acompanhando seu grupo, e não indo e vindo comprar ingressos, não é? E mesmo que fosse um guia mesmo, todos que estavam na fila eram turistas e pagando o mesmo preço de ingresso, não seria justo passar pessoas na frente de outras com esta prerrogativa.
Não é difícil entender que se tratava, na verdade, de uma forma paralela de vender ingressos para aqueles que não queriam pegar as tais duas horas de fila. Isso tudo aprovado pelos funcionários e pelo coordenador do setor.
Quando tentei reclamar ao policial militar que estava no local ele disse que não podia intervir e acabou por oferecer a mim e ao meu grupo a tal vantagem de passar na frente de todo mundo, o que eu recusei.
Deu-me muita vergonha tudo isso, havia vários estrangeiros aguardando pacientemente para comprar seus ingressos e fico imaginando como vai ser a Copa do Mundo e as Olimpíadas acontecendo numa cidade onde as pessoas toleram este tipo de comportamento.
Renata Junqueira
Campinas - SP