2 February, 2010

Hong Kong: porto aberto para o empresariado brasileiro

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A autonomia econômica e administrativa de Hong Kong - oficialmente Região Administrativa Especial de Hong Kong, da República Popular da China - faz com que o lugar seja propício à realização de negócios com outros países e, sobretudo, com o Brasil. Esta foi a principal conclusão dos participantes do seminário “Hong Kong: A Plataforma de Negócios da China para Empresas Brasileiras”, realizado em 3 de fevereiro na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).


Durante o evento, a diretora no Brasil do Hong Kong Trade Development Council (HKTDC), Marina Barros, destacou a localização geográfica privilegiada da Região. Segundo ela, a infraestrutura de serviços, que representa mais de 90% da economia local, combinada com o potencial de produção da China Continental, proporciona uma plataforma ideal para empresas brasileiras que buscam desenvolver oportunidades de negócios com o país e com a Ásia. “Algumas características positivas são o sistema legal forte e independente, a proteção à propriedade Intelectual, um governo aberto e transparente, a cultura anticorrupção e um sistema simples e de baixo custo de impostos”, elencou.     


O cônsul geral da China no Rio de Janeiro, Li Baojun, falou sobre a recuperação econômica do país em relação à crise financeira internacional. “Apesar da forte crise financeira que atingiu o mundo, principalmente o comércio exterior, a China é um dos países menos atingidos”, afirmou. Com um crescimento de 9,8% de seu PIB nos últimos 10 anos, o país apresentou crescimento de 8,7% em 2009. “Estímulos ao consumo de sua própria população e investimentos em infra-estrutura são algumas das ações tomadas recentemente pelo governo Chinês como forma de estimular a economia”, destacou Baojun.


As características e vantagens comerciais do Porto de Hong Kong foram apresentadas pelo jornalista e assessor de Comércio Exterior da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Tavares de Oliveira. “É um porto descentralizado, com liberdade administrativa”, disse Tavares. Segundo o especialista, foram processados no terminal 21 milhões de contêineres em 2009, mesmo com sua curta extensão, de 10 km. “A falta de espaço foi compensada com a construção de edifícios para armazenamento dos contêineres”, explicou. Para Carlos Tavares, o modelo deveria ser seguido no Brasil, onde a modalidade de licitação rege a administração portuária.    


Participaram ainda do evento Marco Polo Moreira Leite, vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), e Louis Ho, Diretor Regional das Américas do Hong Kong Trade Development Council, entidade que organizou o evento em parceria com a ACRJ.

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