8 March, 2012

Os desafios da graduação em Turismo

Os palestrantes Márcio Bensuaschi, Tânia Omena e Bolívar Troncoso Morales

Crédito: Carolina Braga -CNC

Os palestrantes Márcio Bensuaschi, Tânia Omena e Bolívar Troncoso Morales

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O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) iniciou suas atividades em 2012 se reunindo em 7 de março para dar continuidade ao macrotema “Turismo Receptivo e Capacitação Profissional”. Dentro do macrotema, o conselho debateu assuntos específicos sobre “Graduação em Turismo – Um Desafio”.

A reunião foi conduzida pelo presidente do Conselho, Alexandre Sampaio, e teve a presença do secretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Setur), Ronald Ázaro. “O bom momento do estado nos cria a expectativa de aprender boas práticas para que não deixemos passar novas oportunidades no turismo”, afirmou o secretário.

O professor Bolívar Troncoso Morales, presidente da Confederação Pan-Americana de Escolas de Hotelaria, Gastronomia e Turismo (CONPETH) iniciou as palestras, chamando a atenção para as tendências atuais do turismo receptivo. Morales ressaltou que os vários segmentos do turismo, seja ecoturismo, agroturismo, turismo cultural ou religioso, entre outros, necessitam de mão de obra especializada, de modo que a excelência das atividades seja reconhecida em padrão mundial. “O mercado precisa de profissionais de turismo com alto nível de qualificação, com responsabilidade social e ética, visando a melhoria nos serviços prestados e a afirmação do turismo como segmento de suma importância para a economia”, afirmou Morales.

Em seguida, o presidente do Instituto Brasileiro de Turismólogos (IBT), Márcio Bensuaschi, apresentou as ações da entidade para o reconhecimento da importância do bacharelado para o desenvolvimento do setor. “Estima-se hoje 170 mil bacharéis em turismo, mas apenas 58% deles atuam no setor. Formamos uma mão de obra onde quase metade migrou para outras áreas”, afirmou Márcio que anunciou também a entrada da profissão de turismólogo na Classificação Brasileira de Operações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego, que irá acontecer no próximo dia 12 de março.

Encerrando as palestras da noite, a presidente da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo (ABBTUR), Tânia Omena, apresentou um estudo que mapeia a oferta de cursos no Brasil, mostrando a diferença entre o bacharelado em turismo e os cursos em tecnologia do turismo. “O profissional técnico é absorvido pelo mercado mais rápido, porém o bacharel se prepara por mais tempo, estudando não só a técnica, mas tem embasamentos na antropologia, na história e em outras áreas que o capacitam de forma muito mais especializada para atuar no setor”, afirmou Tânia. 

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