17 maio, 2012

Presidente da CNC aborda a economia na abertura do 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais

Antonio Oliveira Santos em seu discurso no 28° Encontro Nacional de Sindicatos P

Crédito: João Gilberto

Antonio Oliveira Santos em seu discurso no 28° Encontro Nacional de Sindicatos Patronais

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O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos, abordou os cenários das economias brasileira e mundial durante a abertura do 28ª Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, na noite de quarta-feira, dia 16 de maio. O evento vai até 18 de maio, no Centro de Convenções de Natal (RN).

“Nos últimos 30 anos, o Brasil experimentou um extraordinário desenvolvimento econômico, político e social”, disse Oliveira Santos. O presidente da CNC destacou que a Constituição Federal da República de 1988 consolidou no País uma sólida democracia e uma garantia de segurança jurídica, sob as quais vem se realizando uma política consistente de estabilidade econômica, interna e externa. “Os avanços sociais permitiram e estão permitindo significativa inclusão social, respaldada por uma consistente melhoria dos padrões de consumo de uma ampla classe média e maior participação dos rendimentos de trabalho na distribuição da renda nacional”, disse.   

Confira a íntegra do discurso do presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos.

Ao abordar o cenário externo, Antonio Oliveira Santos destacou uma consequência negativa da crise econômica mundial para os jovens na faixa de 15 a 25 anos: o desemprego no mais alto nível histórico, com índices de 51% na Grécia e na Espanha e 36% em Portugal e na Itália. “A julgar por esse diagnóstico, tudo indica uma lenta recuperação da economia norte-americana e uma longa estagnação da economia europeia”, apontou.

O Brasil, na visão do presidente da CNC, vem apresentando alguns sinais de redução das atividades econômicas, sobretudo na indústria nacional (com queda de 3% no primeiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2011), na automobilística (com recuo de 15,5% em abril em relação a março) e na produção agrícola, que enfrenta, por força das condições climáticas, a maior seca em 30 anos, principalmente no Sul e na região semiárida do Nordeste brasileiro.

Entretanto, Antonio Oliveira Santos enfatizou a expansão que a atividade comercial vem apresentando nos últimos anos, a despeito da situação econômica mundial e local. “O desempenho do comércio merece, nesse cenário, e sem dúvida, uma nota alvissareira, pois tem demonstrado, na conjuntura atual, a maior força de sustentação da economia nacional, tanto pelo crescimento do mercado interno como pela expressiva expansão do nosso comércio exterior”.          

Inclusão social

Antonio Oliveira Santos destacou, ainda, as ações realizadas pelo Sistema Comércio para que o trabalhador dos setores do comércio de bens, serviços e turismo conquiste uma situação destacada na sociedade, por meio dos cursos de formação profissional oferecidos pelo Senac e do desenvolvimento de programas nas áreas de educação, cultura, saúde, esporte e lazer proporcionados pelo Sesc. “Esses são fatores importantes, que contribuem para que o trabalhador tenha um emprego de qualidade. E assim deve continuar, nos próximos anos, por meio de uma proveitosa cooperação dos setores produtivos com as autoridades governamentais, como também de um harmonioso relacionamento com as instituições trabalhistas”, finalizou o presidente da Confederação.

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